quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Touchdown com o mentor do São Gonçalo Shadows

Quando foi postado nesse blog a matéria: "O 1º time de Futebol Americano de São Gonçalo/RJ",  houve boa repercussão a ponto do Helcio Albano, editor do Jornal Daki convidar-me para entrevistar o Leonardo Santos, responsável direto pela criação e gestão do São Gonçalo Shadows para seção "Entreface" que fica disponível na página do Facebook do jornal.

Pois bem, segue abaixo as "perguntas de bolso"...



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

"O endereço da federação carioca (de handebol) é na minha casa" - Professor Luiz Brazil

Para quem não acompanha esporte certamente a resposta será "sei lá!" ou "não sei mas espero que bem" e provavelmente para aqueles que se informam além do futebol arrisco em deduzir que a dúvida iria permanecer mesmo assim.
Deonise Cavaleiro com raça e vibração na final do Mundial.

Para quem não acompanha esporte certamente a resposta será "sei lá!" ou "não sei mas espero que bem" e provavelmente para aqueles que se informam além do futebol arrisco em deduzir que a dúvida iria permanecer mesmo assim.

O último título em dezembro de 2013 que sagrou o handebol feminino como campeão do mundial contra a seleção da Sérvia, teve certo destaque midiático como feito heroico mas parou por ai e a velha realidade prossegue tanto para modalidades masculina e feminina. Ao menos no Estado do Rio de Janeiro tanto que o título dessa postagem é referente a frase do Professor Luiz Brazil concedida a reportagem da ESPN Brasil que pode ser assistida abaixo.

Lamentável!


A sede sou eu: a Olímpiada está chegando, e o esporte no Rio de Janeiro, morrendo.

Sinopse: Na semana em que os mascotes das Olimpíadas do Rio-2016 foram apresentados, a reportagem da ESPN encontrou a professora Luiza Brandão e o professor Luis Brazil, que carregam a Federação Carioca de Handebol com os próprios braços, pois o esporte não tem uma sala sequer na cidade para treinar.

Fonte: http://espn.uol.com.br/video/463659_a-sede-sou-eu-a-olimpiada-esta-chegando-e-o-esporte-no-rio-de-janeiro-morrendo

Começando 2015 com jogo amistoso de rugby em Maricá/RJ

Registrando e Divulgando...



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O 1º time de Futebol Americano de São Gonçalo/RJ

Não é novidade o crescimento da audiência brasileira nas partidas da NFL (National Football League) pela ESPN Brasil e do número expressivo de adeptos do Futebol Americano em território brasileiro, logo, não poderia ser distinto em São Gonçalo, cidade da região metropolitana do Estado de Rio de Janeiro. 

O mais curioso foi a explicação do nome do time amador recém criado em sua página oficial amadora no Facebook.



Vale ressaltar que antes se chamavam São Gonçalo Timberwolves - na tradução ao pé da letra seria algo como Lobos de São Gonçalo (clique aqui - para ler sobre a primeira reunião da equipe) e a mudança de nome foi movido pelo desejo de se ter uma identificação direta com a cidade conforme explicado acima e reiterado abaixo:


(01/01/2015) - Atualização: Clique aqui e leia a breve entrevista concebida por Leonardo Santos, o mentor do São Gonçalo Shadows.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

"Fora de Campo" - Documentário

O futebol tinha tudo para ser um dos maiores meios de inclusão social mas infelizmente encontra-se o oposto dessa possibilidade por ser um dos meios mais vil e excludente mas paradoxalmente continua apaixonante e cada vez mais com adeptos e seguidores (torcedores) pelo mundo. 

O documentário "Fora de Campo" produzido pelo SESCTV mostra essa crua realidade, onde a paixão e sonho de ser jogador de futebol é usada para alimentar o grande negócio que o futebol tornou-se. 


Num país marcado pela cultura do futebol, o documentário Fora de Campo lança seu olhar para os jogadores e ex-jogadores da terceira divisão do futebol brasileiro. Ao contrário do sonho de sucesso, esses profissionais têm uma carreira nada glamorosa e ao fim dela se deparam com o desemprego e a falta de perspectiva profissional aos trinta e poucos anos de idade.

O mundo do futebol em "Fora de Campo" não passa no Globo Esporte. Exibido na mostra competitiva de longas nacionais, no festival "É Tudo Verdade", o documentário futebolístico conta histórias de fracassos, desilusões e amarguras de jogadores profissionais. Curiosamente com a mesma duração de 52 minutos, o filme adota a estratégia inversa do celebrado "Argentina e sua Fábrica de Futebol" (Sérgio Iglesias, Argentina, 2007): ao invés de ilustrar a decepção da maioria dos jovens aspirantes a craque, mostra a outra ponta desglamourizada da carreira, a dos jogadores veteranos.


Direta e sem firulas, a câmera passeia por jogos de times obscuros da terceira e quarta divisões, entra em vestiários de estádios longínquos e finalmente nas casas simples de jogadores ainda atuantes e aposentados. Ali, ela encontra chuteiras surradas, rostos melancólicos, nostalgia de glórias que não voltam, bem como a labuta para pagar as contas da família. O eixo narrativo inverte a lógica da superação, em que uma derrota parcial é apenas momento da vitória final. Assim, bem realista, a determinação e o esforço não premiam o protagonista e a vitória parcial culmina na derrota derradeira que encerra o longa, sem catarse, sem superação individual.


"Fora de Campo" mostra que essa realidade é a regra e não a exceção. Aponta que somente 8% dos profissionais jogam na primeira e segunda divisões do Brasileirão. Abaixo dessa elite que aparece na TV, há a espessa base da pirâmide social futebolística, marcada por baixos salários, calotes e desmotivação. E ainda expõe que, mesmo jogadores consagrados em times grandes e no futebol europeu, por vezes terminam pobres e desamparados na aposentadoria.


Limitado a expor o drama individual dos personagens, faltou ao documentário dissecar as causas e razões dessa situação agudamente desigual. Porque todo o enredo do filme é efeito de superfície da estrutura antidemocrática do futebol brasileiro, que concentra tudo em times gigantes e celebridades. Essa organização concentracionária tem raízes históricas e decorre da promiscuidade entre o monopólio de trasmissão televisiva, a cartolagem e as políticas do Ministério de Esportes. Isso, lamentavelmente o filme sequer faz alusão e finaliza com pouco mais de cinqüenta minutos com mais a ser dito sobre o tema.