Através desse blog quero descrever o complexo mundo esportivo abordando todo assunto referente a qualquer esporte. Seja amador ou profissional. Além de noticiar, comentar e registrar.
Em suma, você está lendo um blog que mistura em torno do mundo esportivo: geografia, jornalismo, história e filosofia. Além de curiosidades, comentários e manifestos.
Para quem não acompanha esporte certamente a resposta será "sei lá!" ou "não sei mas espero que bem" e provavelmente para aqueles que se informam além do futebol arrisco em deduzir que a dúvida iria permanecer mesmo assim.
Para quem não acompanha esporte certamente a resposta será "sei lá!" ou "não sei mas espero que bem" e provavelmente para aqueles que se informam além do futebol arrisco em deduzir que a dúvida iria permanecer mesmo assim.
O último título em dezembro de 2013 que sagrou o handebol feminino como campeão do mundial contra a seleção da Sérvia, teve certo destaque midiático como feito heroico mas parou por ai e a velha realidade prossegue tanto para modalidades masculina e feminina. Ao menos no Estado do Rio de Janeiro tanto que o título dessa postagem é referente a frase do Professor Luiz Brazil concedida a reportagem da ESPN Brasil que pode ser assistida abaixo.
Lamentável!
A sede sou eu: a Olímpiada está chegando, e o esporte no Rio de Janeiro, morrendo.
Sinopse:Na semana em que os mascotes das Olimpíadas do Rio-2016 foram apresentados, a reportagem da ESPN encontrou a professora Luiza Brandão e o professor Luis Brazil, que carregam a Federação Carioca de Handebol com os próprios braços, pois o esporte não tem uma sala sequer na cidade para treinar.
Não é novidade o crescimento da audiência brasileira nas partidas da NFL (National Football League) pela ESPN Brasil e do número expressivo de adeptos do Futebol Americano em território brasileiro, logo, não poderia ser distinto em São Gonçalo, cidade da região metropolitana do Estado de Rio de Janeiro.
Vale ressaltar que antes se chamavam São Gonçalo Timberwolves - na tradução ao pé da letra seria algo como Lobos de São Gonçalo (clique aqui - para ler sobre a primeira reunião da equipe)e a mudança de nome foi movido pelo desejo de se ter uma identificação direta com a cidade conforme explicado acima e reiterado abaixo:
O futebol tinha tudo para ser um dos maiores meios de inclusão social mas infelizmente encontra-se o oposto dessa possibilidade por ser um dos meios mais vil e excludente mas paradoxalmente continua apaixonante e cada vez mais com adeptos e seguidores (torcedores) pelo mundo.
O documentário "Fora de Campo" produzido pelo SESCTV mostra essa crua realidade, onde a paixão e sonho de ser jogador de futebol é usada para alimentar o grande negócio que o futebol tornou-se.
Num país marcado pela cultura do futebol, o documentário Fora de Campo lança seu olhar para os jogadores e ex-jogadores da terceira divisão do futebol brasileiro. Ao contrário do sonho de sucesso, esses profissionais têm uma carreira nada glamorosa e ao fim dela se deparam com o desemprego e a falta de perspectiva profissional aos trinta e poucos anos de idade.
O mundo do futebol em "Fora de Campo" não passa no Globo Esporte. Exibido na mostra competitiva de longas nacionais, no festival "É Tudo Verdade", o documentário futebolístico conta histórias de fracassos, desilusões e amarguras de jogadores profissionais. Curiosamente com a mesma duração de 52 minutos, o filme adota a estratégia inversa do celebrado "Argentina e sua Fábrica de Futebol" (Sérgio Iglesias, Argentina, 2007): ao invés de ilustrar a decepção da maioria dos jovens aspirantes a craque, mostra a outra ponta desglamourizada da carreira, a dos jogadores veteranos.
Direta e sem firulas, a câmera passeia por jogos de times obscuros da terceira e quarta divisões, entra em vestiários de estádios longínquos e finalmente nas casas simples de jogadores ainda atuantes e aposentados. Ali, ela encontra chuteiras surradas, rostos melancólicos, nostalgia de glórias que não voltam, bem como a labuta para pagar as contas da família. O eixo narrativo inverte a lógica da superação, em que uma derrota parcial é apenas momento da vitória final. Assim, bem realista, a determinação e o esforço não premiam o protagonista e a vitória parcial culmina na derrota derradeira que encerra o longa, sem catarse, sem superação individual.
"Fora de Campo" mostra que essa realidade é a regra e não a exceção. Aponta que somente 8% dos profissionais jogam na primeira e segunda divisões do Brasileirão. Abaixo dessa elite que aparece na TV, há a espessa base da pirâmide social futebolística, marcada por baixos salários, calotes e desmotivação. E ainda expõe que, mesmo jogadores consagrados em times grandes e no futebol europeu, por vezes terminam pobres e desamparados na aposentadoria.
Limitado a expor o drama individual dos personagens, faltou ao documentário dissecar as causas e razões dessa situação agudamente desigual. Porque todo o enredo do filme é efeito de superfície da estrutura antidemocrática do futebol brasileiro, que concentra tudo em times gigantes e celebridades. Essa organização concentracionária tem raízes históricas e decorre da promiscuidade entre o monopólio de trasmissão televisiva, a cartolagem e as políticas do Ministério de Esportes. Isso, lamentavelmente o filme sequer faz alusão e finaliza com pouco mais de cinqüenta minutos com mais a ser dito sobre o tema.